Sketches

Matinta Perê (2024)
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Durante boa parte da minha vida, eu carreguei comigo algum material de desenho — um pequeno caderno, uma caneta de nanquim, um espaço silencioso onde o traço pudesse acontecer. Até hoje, confesso que não me sinto completamente eu mesma se não houver um caderninho por perto. Mesmo que os estudos tenham migrado do papel para o tablet, a sensação permanece a mesma: preciso ter onde desenhar.

Com a vida adulta e o acúmulo de responsabilidades, o hábito foi se perdendo, quase sem que eu percebesse. Eu não segui a carreira de ilustradora — e talvez por isso esse gesto tão cotidiano tenha ficado suspenso por alguns anos. Mas é um hábito que venho tentando recuperar, com carinho, nos últimos tempos.

Desenhar, para mim, nunca foi apenas entretenimento. É uma forma de relaxamento profunda, um espaço onde o mundo fica mais silencioso. Ao mesmo tempo, é um estado de atenção tão concentrado que me ajuda a pensar melhor, a encarar questões mais complexas, a enxergar o futuro próximo com mais nitidez e a planejar caminhos com mais calma.

Aqui estão alguns dos meus sketches — pequenos retornos ao gesto que sempre me acompanhou.

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